Em 2023, existiam 10 705 filiais de empresas estrangeiras em Portugal (+2,9% face a 2022), correspondendo a 2,1% do total das sociedades não financeiras. Estas sociedades empregavam cerca de 682 mil pessoas, geraram um volume de negócios de 154 mil milhões de euros e um valor acrescentado bruto (VAB) de 38 mil milhões de euros, o que corresponde a 18,5% do emprego, 29,0% do volume de negócios e 27,8% do VAB das sociedades não financeiras no país (+6,7%, +5,2% e +11,3% face a 2022, respetivamente).
Em termos médios, cada filial empregava 64 pessoas, um valor significativamente superior à média das sociedades nacionais, que foi de cerca de 6 pessoas. Entre 2022 e 2023, o peso das pessoas ao serviço das filiais de empresas estrangeiras face ao total das sociedades aumentou (+0,1 p.p.), registando-se um aumento de cerca de 43 mil pessoas ao serviço nas filiais estrangeiras.
Em 2023, o VAB das filiais de empresas estrangeiras cresceu 11,3% em termos nominais (+19,9% em 2022). Este crescimento contrasta com o das sociedades nacionais, cujo VAB aumentou 14,6% (+18,1% em 2022). Do total do VAB gerado pelas filiais de empresas estrangeiras, as de grande dimensão (652 sociedades) contribuíram com 65,7% do total do VAB gerado por estas empresas. A maior parte do VAB (67,0%) foi gerada por sociedades controladas por entidades sediadas na União Europeia, destacando-se a França como o principal país de origem do controlo de capital (15,6% do VAB).
No mesmo ano, a produtividade aparente do trabalho e a remuneração média mensal por pessoa ao serviço das filiais de empresas estrangeiras foram superiores em 67,0% e 42,5% às observadas nas sociedades nacionais, atingindo 55 674 euros e 1 745 euros, respetivamente.
Em 2023, as filiais com perfil exportador, que representaram 43,3% do VAB total destas empresas, registaram um crescimento de 14,4% no VAB, acima dos 9,0% observados nas filiais sem perfil exportador.
As exportações das filiais de empresas estrangeiras corresponderam a 37,9% do total das exportações nacionais de bens e diminuíram 56 milhões de euros em relação ao ano anterior (-0,2%), invertendo a trajetória de crescimento dos anos anteriores (+20,8% em 2022). O mesmo aconteceu com as exportações totais do Comércio Internacional, que recuaram 1,4% (+23,2% em 2022).


